Discursos de senadores no penúltimo dia de julgamento indicam saída de Dilma

Dos 63 parlamentares que se pronunciaram, 44 se mostraram favoráveis ao impeachment e 18 contra. Placar geral indica ao menos 54 votos para Temer.





Placar

Iniciada às 10h da manhã de terça-feira (30), com a exposição da acusação e da defesa, a penúltima sessão do julgamento do #Impeachment no Senado estendeu-se até às 2h30 da manhã, após o discurso de 63 senadores sobre o tema, cada um com direito a até dez minutos de exposição. Apesar dos esforços de José Eduardo Cardoso à frente da defesa de Dilma, o jogo não deve virar em favor da presidenta afastada, como foi possível perceber pelos discursos feitos pelos parlamentares. No total, 44 senadores anteciparam a opção por condenar Dilma pelo crime de responsabilidade fiscal, em relação aos 18 que se mostraram favoráveis à manutenção da petista no poder e um que preferiu não declarar efetivamente como se posicionará na votação a seguir.
No placar geral, contando também os parlamentares que não subiram ao púlpito do Senado para discursar, a situação continua bastante cômoda para o atual presidente interino, Michel Temer, que deverá ter ao menos os 54 votos que precisa para se efetivar como presidente da República no lugar de Dilma Rousseff. Segundo informações da Folha de S.Paulo, é provável que sejam até 60 votos pró-impeachment.

Pró-impeachment

Entre aqueles que defenderam o impedimento de Dilma, a maioria buscou expor suas motivações para a votação a seguir e também se defender da alcunha de golpista. Em seu discurso, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) foi um dos que procurou rechaçar a possibilidade de estar havendo um golpe parlamentar contra a presidenta afastada. Para Alves, que já integrou o governo de Dilma como ministro, o julgamento seria pertinente por tratar-se de uma manipulação das contas públicas. Também ex-integrante da base governista da petista, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-CE) procurou trazer um tom apaziguador, afirmando que o governo Temer atuará como um governo de transição, com a missão de promover o diálogo e a conciliação do País. Relator do processo de Dilma no Senado, o senador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) utilizou seu discurso para reforçar sua posição afirmando ter havido crime de responsabilidade da presidenta afastada. Já Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), afirmou que não haverá impunidade para o que ele chamou de ‘’a maior fraude da história do Brasil’’.

Contra o impeachment

Em defesa da presidente Dilma Rousseff, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) apresentou em seu discurso o temor a respeito do que estará por vir, em alusão ao plano de governo de Michel Temer e as possíveis medidas relacionadas, entre outras coisas, aos direitos trabalhistas. O peemedebista fez questão de ressaltar a possibilidade de ânimos mais exaltados da população, sobretudo pela perda de direitos conquistados ao longo da gestão petista. Também do Paraná, a petista Gleisi Hoffmann manteve tom semelhante ao discurso de Requião afirmando que a população não aceitará a situação e que a posse de Temer seria retroceder. Já Humberto Costa (PT-PE), bateu mais uma vez na tecla do golpe, afirmando que o processo seria uma farsa e ser favorável à saída de Dilma seria o mesmo que entregar o Brasil a um ''usurpador'', em alusão a Michel Temer. Outro que se pronunciou a favor de Dilma foi Armando Monteiro (PTB-PE), que, em sua fala, aludiu à política como uma atividade de esperança e repetiu o prognóstico de tempos difíceis caso a presidenta afastada sofra de fato o impeachment.
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